Por que todas as religiões são boas.

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Conversando recentemente com alguns jovens, disse-lhes que toda religião é boa por dois motivos:

1. Todas as religiões são um esforço sincero da parte dos homens em buscar a Deus e agradá-lo, e isso é muito bom. Demonstra que seus adeptos creem que há um ser superior que precisa ser buscado e agradado, às vezes aplacado em sua ira por causa dos pecados que todos cometemos. Demonstra ainda que seus adeptos creem que esse ser superior é poderoso para abençoá-los e protegê-los dos perigos espirituais e terrenos.

2. Todas as religiões são boas porque nenhuma delas ensina o homem a fazer o que é mau. Pelo contrário, os religiosos são ensinados a fazer o bem ao próximo, ao meio ambiente, aos animais…

Isso me faz lembrar um texto bíblico: “A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27). Socorrer os necessitados e fugir do mal é tido como a “religião pura e imaculada”. Bom demais.

O grande problema das religiões, porém, é que todas, exceto o cristianismo bíblico, descartam a divindade de Jesus. Para a maioria das religiões, Jesus é um profeta, um mestre, um guru, um exemplo, um homem bom e respeitável, mas é apenas isso: um homem.

Mas a doutrina central da Bíblia é que Jesus Cristo é Deus encarnado, ou seja, ele fecundou o útero da virgem Maria e nasceu como homem, tendo, portanto, duas naturezas, a humana e a divina. Como filho de Maria ele é homem; como filho de Deus ele é Deus. O apóstolo Paulo diz que Cristo, quanto à sua natureza humana, é Deus bendito eternamente (Rm 9.5).

Então, nada contra o esforço das religiões em buscar a Deus. A própria Bíblia diz que o reino de Deus é tomado por esforço, e os que se esforçam desde agora se apoderam dele (Mt 11.12). E que bom que as religiões ensinem as pessoas a fazer o bem, embora observando o mundo à nossa volta constatemos que esse ensino não está funcionando muito bem. Mas… vale a intenção.

Quanto a você, leitor, se em vez de apenas fazer coisas boas e praticar rituais com a intenção de agradar a um ser superior difuso, incerto e impessoal, você quiser de fato entrar em comunhão com o Deus Todo-poderoso, criador e sustentador do universo, e galardoador dos que o buscam (Hb 11.6), e quiser manter um relacionamento pessoal com ele, então você precisa conhecer Jesus Cristo, “porque nele habita permanentemente toda a plenitude da divindade, corporalmente” (Cl 2.9, tradução literal). Posso lhe ajudar?

E em nenhum outro há salvação,
porque também debaixo do céu nenhum outro nome há,
dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”

(At 4.12).

+José Morenoum bispo anglicano religioso, mas antenado.

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Dezessete vezes é pouco?

Diego Ferreira de Novais

Assustador!

O portal de notícias G1 (aqui) informa hoje, 2/9/17, que Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi preso em São Paulo pela décima-sétima vez, sendo quatro vezes por estupro e outras treze por ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor.

Ele ficou nacionalmente conhecido na semana passada, quando foi preso por ejacular em uma passageira dentro de um ônibus. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por estupro, mas em audiência de custódia a Justiça o soltou alegando que “não houve constrangimento” da vítima no ato. Hoje foi preso de novo pelo mesmo motivo, pela décima-sétima vez. 

Não sei em que mundo vive o juiz que tomou a decisão de soltá-lo semana passada. Ejacular em uma mulher dentro de um ônibus não causa constrangimento a ela? Nem aos outros passageiros? O fato dele já ter sido preso tantas vezes pelos mesmos crimes não constrange nem o próprio magistrado? Estou me perguntando se eu ficaria constrangido se isso acontecesse com minha esposa ou minha irmã.

Dezessete vezes é pouco? Não! Dezessete vezes é muito, e inadmissível.

O fato é que os dias são maus. Por um lado os crimes grassam em todas as suas vertentes; por outro, a impunidade incentiva sua prática. E o que vemos é um círculo vicioso que vai das camadas mais humildes da população aos mais altos escalões da República. Nunca se viu tanto crime na história deste país.

O apóstolo Paulo, há dois mil anos, já previu isto.

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (2 Tm 3.1-4).

É provável que estejamos vivendo os tempos previstos pelo apóstolo. Mas ele diz também que tais transgressores “Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario…” (2 Tm 3.9) e que “os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13).

Portanto, cabe-nos acender a esperança no coração e intensificar o anúncio do evangelho, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). Como diz um antigo jargão batista, só Cristo salva!

+José Moreno, um bispo anglicano constrangido.

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Jornal Nacional: é só um banheiro.

O Jornal Nacional veiculou a notícia de que na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo foi inaugurado um banheiro unissex. De acordo com a instituição, a medida foi uma forma de atender a “diversidade de sua comunidade acadêmica”. Não entendi. Na PUC-SP há pessoas unissex?

Até onde sei – e a ciência não tem nada para dizer em contrário –, no gênero humano há dois sexos: masculino e feminino. Quando os dois sexos estão presentes em uma única pessoa, ela não é chamada de unissex, mas de hermafrodita. O hermafroditismo é considerado pela medicina uma afecção congênita, ou seja, uma alteração patológica do corpo, algumas vezes acompanhada de um estado psicológico de morbidez, uma anormalidade psíquica.

Um rapaz entrevistado pela reportagem afirmou que aprova o novo espaço, pois quando ele quer se maquiar sente-se discriminado no banheiro masculino. Nada contra o cara se maquiar, cada um faz o que quer; mas ele vai para a universidade se maquiar? Ele se sente no direito de se maquiar, o que atenta contra o padrão até agora aceito pela nossa sociedade, e não admite o direito que os homens têm de reprovar sua atitude?

O certo é que há uma ação espiritual orquestrada para destruir a verdadeira diversidade sexual humana (macho/fêmea) e implantar uma diversidade artificial, na qual homens e mulheres se assumem como “indefinidos”, cada um escolhendo o que quer ser: heterossexual, homossexual, bissexual, transexual, assexual, etc., sem levar em conta a realidade biológica – ou se nasce macho ou se nasce fêmea. Não basta sentir-se um homem preso em um corpo de mulher ou uma mulher presa em um corpo de homem para alterar a verdade biológica. Os marcadores biológicos não podem ser alterados.

Não está comprovado cientificamente que haja uma “orientação” sexual diferente do sexo biológico. A pretensa orientação é, na verdade, uma opção, e ela ocorre na mente, pois o corpo não pode ser mudado; a não ser através de mutilações e outros métodos invasivos e artificiais, os quais geralmente criam figuras caricatas, andróginas, com traços ou comportamentos indefinidos entre masculino e feminino. Entenda: embora você possa discordar disso, ou você é homem ou você é mulher. Não há um sexo intermediário ou alternativo.

Aproveito para sugerir a leitura de outro artigo meu neste blog: Por que não devemos agredir os homossexuais – clique aqui.

Providencialmente, a reportagem seguinte do jornal foi sobre a campanha do governo paulista contra as agressões sexuais que as mulheres sofrem no transporte público da Capital. Elas são apalpadas, encoxadas e até estupradas publicamente, à luz do dia, muitas vezes diante de testemunhas omissas ou acovardadas… É de se imaginar o que poderá acontecer com elas no banheiro unissex da PUC.

Espero que a Igreja romana, responsável pela PUC, se não puder impedir, ao menos se posicione contra esse absurdo. Eu rechaço essa ideia – como cristão, como bispo e como cidadão brasileiro. E também como acadêmico, pois sou professor universitário e reitor da Vox Dei American University (http://voxdei.education).

É claro que haverá quem vai me chamar de retrógrado, ultrapassado, mas eu não ligo. A opinião que as pessoas têm a meu respeito é problema delas, não meu.

“… mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário a natureza. E semelhantemente também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (Rm 1.25-27).

É… não é só um banheiro.

+José Moreno, um bispo anglicano macho casado com uma mulher linda.

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Para quem gosta de heresias…

O arianismo não morreu

O título acima poderia ter sido grafado entre aspas, visto ser a transcrição de um trecho do folheto Jesus ― Deus ou Filho de Deus?”, editado pela seita do Reverendo Moon, morto em 2012, chamada Igreja da Unificação, na qual é pregada a chamada Teologia da Unificação.

Em certa altura lê-se naquele folheto: “A Teologia da Unificação é a reafirmação mais recente daquilo que a Bíblia revela claramente e que Ário ensinava corajosamente: Jesus é menor que Deus, ele é o Filho de Deus e seu servidor”. Mais adiante ele repete isto quase literalmente e arremata: “… nós não podemos estar de acordo com Atanásio quando ele afirma que o Cristo é totalmente Deus, da mesma substância que Deus e igual a Deus”. E mais: “Visto que Jesus é uma figura histórica cujo nascimento teve lugar numa data precisa, ele  não podia, pois, ter existido antes que existisse o mundo. Os primeiros versos do Evangelho de João, segundo os quais a Palavra estava com Deus desde o começo e era Deus, não devem ser tomados demasiado literalmente. Como ensina a Teologia da Unificação, a Palavra era o plano eterno de Deus, segundo o qual ele quis criar o homem; esse plano (e não Jesus tal qual o conheceu a história) existia antes da criação”.

Bem, vejamos primeiro quem foi o  “corajoso” Ário e o que ensinava. Nascido em data incerta e morto em Constantinopla em 336 d.C., foi presbítero em Alexandria. Ordenou-se em idade avançada e pregava contra a unidade e igualdade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Conferiu à sua doutrina sentido absoluto quanto à revelação contida nos evangelhos, notadamente nos sinópticos, de que o Filho é subordinado ao Pai. Em virtude dessa subordinação, o Filho não seria, então, da mesma essência do Pai, pois isto, segundo Ário, levaria ao politeísmo, com a existência de dois deuses. Negava também a eternidade do Filho, afirmando que o Filho teria sido criado pelo Pai. O Filho, dizia, é a criatura-tipo, sem dúvida, mas, enfim, sempre uma criatura. O que ele não entendeu e que o Filho subordina-se ao Pai quanto ao ofício, não quanto à natureza.

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Moon

A partir de 318 d.C., essa heresia propagou-se e a ela aderiram homens eminentes, tais como Eusébio de Nicomédia e Eusébio de Cesareia, e depois o próprio Constantino. O arianismo foi condenado pelo Concílio de Niceia, em 325, e também pelos concílios de Sárdica, na Ilíria (343), e de Filipópolis, na Trácia (343 ou 347), ambas na atual Bulgária. Proscrito pelo imperador Teodósio, o arianismo extinguiu-se finalmente em 600, com a abjuração de Ariberto I, último rei ariano dos lombardos. Após a Reforma Protestante do século XVI, reviveu com nova roupagem, ficando conhecido como socinianismo ou unitarismo (não confundir com unicismo).

Voltando ao folheto de Moon, a Bíblia em nenhum lugar afirma, e muito menos “claramente”, que Jesus é menor que Deus. Ário e Moon estavam enganados. Jesus mesmo dizia: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Ou, como preferiu o escritor aos Hebreus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos” (Hb 1.8). Ou, como escreveu o apóstolo João: “… e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5.20). Estes versos falam por si sós. Eu poderia citar uma centena de outros textos bíblicos semelhantes declarando a unidade e a igualdade entre o Pai e o Filho, os quais desmentiram Ário no século IV e desmentem Moon e seus seguidores agora.

Nós, os genuínos cristãos, estamos “de acordo com Atanásio quando ele afirma que o Cristo é totalmente Deus, da mesma substância que Deus e igual a Deus”, porque isto é o que a Bíblia revela claramente.

A Bíblia também revela claramente que Jesus, embora seja “uma figura histórica cujo nascimento teve lugar numa data precisa”, existia antes que existisse o mundo. Na verdade, ele, porque é Deus, é eterno. Com relação ao nascimento histórico de Jesus associado com sua eternidade, assim se expressou o profeta: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2). Aqui está a eternidade de Jesus profeticamente declarada. Outro profeta o chama “Pai eterno” (Is 9.6). O próprio Jesus, quando orou por seus discípulos, afirmou: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse […] porque tu me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17.5,24b).

Quando os judeus disseram a Jesus: “Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão?”, ele lhes respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.57-58).

A Bíblia, portanto, desmente Ário e Moon. A “teologia” da Unificação não merece esse nome. Seus adeptos podem forçar o sentido dos primeiros versículos do Evangelho de João, mas não podem torcer toda a Bíblia. Se a lerem desprovidos de ideias preconcebidas influenciadas por Ário e Moon, ficarão convencidos, como todos os verdadeiros cristãos, que “Cristo segundo a carne é, sobre todos, Deus bendito eternamente, amém” (Rm 9.5).

+José Morenoum bispo anglicano que crê na triunidade eterna de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

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“Eu sou ladrão e vacilão”.

A respeito do rapaz que teve essa frase ignominiosa tatuada em sua testa, num ato absurdo de vingança pessoal, cito as considerações de Timothy Keller, em suas elucubrações sobre a violência, baseadas no pensamento do croata Miroslav Volf, professor de teologia em Yale:

“[…] Volf argumenta que a falta de fé em um Deus que toma para si a vingança ‘alimenta secretamente a violência’. O impulso humano para fazer os que cometem violências pagarem por seus crimes é quase incontrolável, e não pode ser superado com frases de efeito do tipo ‘Você não está vendo que a violência não resolve?’. Se você viu sua casa ser incendiada e seus parentes, mortos e estuprados, esse argumento é ridículo e não demonstra nenhuma preocupação com a justiça. No entanto, as vítimas da violência são atraídas para muito além da justiça, para a vingança que diz: ‘Você cegou um de meus olhos e por isso vou cegar seus dois olhos’. Elas são tragadas inexoravelmente para um ciclo interminável de violência, de golpes e contragolpes alimentados e justificados pela lembrança de males terríveis.

“Será que nossa paixão por justiça pode ser satisfeita, mas de uma forma que não alimente nosso desejo de vingança sangrenta? Volf afirma que o único recurso para tornar isso possível é a crença no conceito da justiça de Deus. Se não acreditarmos que existe um Deus que no final vai reparar tudo, haveremos de desembainhar a espada e seremos sugados pelo redemoinho da retaliação. Apenas se tivermos certeza de que existe um Deus que reparará todos os erros e acertará com perfeição todas as contas seremos capazes de refrear esse impulso”.

O livro de Tim Keller é A Fé na Erado Ceticismo (p. 103). O livro de Miroslav Volf é Exclusion and embrace: a theological exploration of identity, otherness, and reconciliation (p. 303-4).

Enquanto não chega o dia do juízo, quando Deus julgará todas as ações humanas e recompensará cada um segundo as suas obras (Rm 2.5-11), a autoridade humana legitimamente constituída é a única que pode exercer o poder da espada e punir, ainda que imperfeitamente, em nome de Deus, os malfeitores, e premiar os benfeitores. Por isso, um dos papéis fundamentais dos cristãos é contribuir para o estabelecimento de um legítimo Estado Democrático de Direito, no qual direitos e deveres dos cidadãos sejam observados e exigidos, de acordo com os padrões do Reino de Deus exarados nas Escrituras Sagradas.

Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz a espada em vão; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.
(Rm 13.1-7)

+José Moreno, um bispo anglicano que discorda do furto da bicicleta e da tatuagem, e concorda com a justiça exercida por quem de direito: nossas autoridades. Se elas não estão agindo bem, usemos melhor o nosso voto nas próximas eleições e nas seguintes, sob a inspiração de Deus.

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Maria visita sua prima Isabel

 

No dia 31 de maio a igreja celebra a visita da virgem Maria à sua prima Isabel, ambas grávidas, episódio narrado no primeiro capítulo do Evangelho de Lucas.

O conceito anglicano a respeito de Maria é substancialmente diferente do que ensinam católicos romanos e evangélicos. E como tudo o que cremos e ensinamos deve que estar de acordo com a Palavra de Deus, inclusive o que se refere à mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, antes de falar da visita de Maria a Isabel, é preciso esclarecer alguns pontos.

Maria não é “nossa senhora” – Ef 4.5
4Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; 5um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.

Maria não é “mediadora” – 1 Tm 2.5
5Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, 6o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos.

É sabido por todos que, em razão das afirmações romanas sobre a mãe do Senhor, há grande animosidade entre católicos e evangélicos, ambos os lados distorcendo a figura de Maria e afastando-se do puro ensino bíblico: os romanos exaltam Maria ao posto de “nossa senhora” e “rainha do céu”, enquanto os evangélicos a detratam como “uma mulher qualquer”.

Nós, anglicanos, sem esses extremos, honramos Maria como bem-aventurada:
46Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; 48porque atentou na baixeza de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada. (Lc 1.46-48).

A visita
Isto posto, falemos sobre a visita que Maria fez a Isabel, sua prima. Lucas 1.39-45:

39E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, 40e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. 41E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo 42e exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. 43e de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?  44Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.

• Não sabemos o que motivou Maria a ir “apressada” até a casa da sua prima, nas montanhas. Provavelmente, para confirmar o que o anjo havia dito, que Isabel, estéril e já velha, estava grávida de seis meses.

• Também não sabemos a distância que ela percorreu até as montanhas. Alguns comentadores dizem que seriam cerca de 150 km., uma viagem difícil e demorada, considerando as estradas da época.

A saudação
Quando Maria cumprimentou Isabel, a criancinha saltou no seu ventre e Isabel foi cheia do Espírito Santo.

Com certeza, Maria e Isabel haviam se encontrado muitas vezes, mas nunca o Espírito Santo havia se manifestado entre elas. Mas agora, como Maria levava no seu ventre o Senhor dela e nosso, o Espírito Santo começou a agir.

Maria não foi mais recebida por Isabel como prima, mas como «a mãe do meu Senhor». Portanto, não foi como «senhora».

Isto demonstra que ali não era Maria que era especial, nem Isabel, nem o filho dela, João Batista. O que fez aquele encontro diferente foi a presença gloriosa do Menino Jesus, no ventre de Maria.

Portanto, a saudação de Maria era poderosa por alguns motivos:

Ela era portadora de Jesus
A profecia dizia que João ia ser cheio do Espírito Santo desde o ventre da sua mãe (Lc 1.15)
A própria Maria era uma mulher cheia do Espírito Santo (Lc 1.35: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá”

Assim também, cada cristão cheio do Espírito Santo, na qualidade de portador, de veículo do Senhor Jesus, tem uma saudação poderosa: 
12E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; 13e, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, volte para vós a vossa paz. (Mt 10.12-13).

Isto quer dizer que nós, cristãos, devemos ser agentes de transformação do ambiente à nossa volta. Onde chegarmos, temos que abençoar as pessoas com a paz do Senhor. Os eleitos de Deus receberão a paz. Os que não forem eleitos ficarão de fora.

Por isso, é importante buscar poder naquele que pode nos encher do Espírito:
JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR! Amém.

+José Moreno, um bispo anglicano que considera Maria bem-aventurada.

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