Eu poderia estar roubando, matando, adulterando…

Eu poderia estar roubando, matando, adulterando, me prostituindo; eu poderia estar defendendo o aborto, sendo homossexual, mas estou aqui escrevendo sobre o anglicanismo.

E escrevo motivado por uma pergunta que ouvi ontem de um pastor a quem fui apresentado como anglicano: “Você é liberal?”. Como ele era norte-americano com um sotaque muito forte, não entendi a pergunta e pedi para ele repetir: “Você é liberal?”.

Os anglicanos (episcopais) que ele conhece da The Episcopal Church, nos EUA, são todos liberais. Isso quer dizer que eles não creem na Bíblia como inerrante Palavra de Deus, única norma de fé e prática dos cristãos; não creem nos milagres relatados na Bíblia, não creem no nascimento virginal de Cristo, não creem na ressurreição de Cristo, não creem na segunda vinda de Cristo, enfim, dizem que tudo é mito, lenda, opinião de homens.

Essa forma de (des)crença leva a uma vida dissociada da importante virtude cristã da santidade; leva a uma vida mundana e apenas religiosa. Vida religiosa aqui significa a mera observância de certos rituais e cerimônias, os quais têm um significado meramente simbólico e – totalmente – abstrato.

Expliquei ao meu novo amigo que nem todos os anglicanos são liberais; na verdade, a maioria dos anglicanos não é liberal. É que os liberais são barulhentos, bem articulados, se divulgam bem. Aí, todos levamos a fama.

Alguns meses atrás publiquei um artigo intitulado “Mitos e verdades sobre a Igreja Anglicana”. Se você pensa que todos os anglicanos são iguais, é melhor dar uma olhada lá: http://wp.me/p6xvX-7C. Se ainda restar alguma dúvida sobre se sou liberal, por favor entre em contato comigo. Eu poderia estar adulterando e sendo gay, mas estarei disponível para me explicar melhor.

Tem também o texto “Os anglicanos rezam missa?” [http://wp.me/p6xvX-8C]. Talvez lhe interesse.

Deus o abençoe rica a abundantemente.

+Bispo José Moreno

Anglicanos livres, a serviço do reino de Deus
Rio de Janeiro: (21) 3514-7067 / 8328-0813
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Luto no mundo anglicano

Bispo Robinson Cavalcanti e sua esposa foram assassinados no Recife.

Os membros e o clero da Igreja Episcopal Anglicana Livre, através do ++Arcebispo Michael B. Simmons e do +Bispo José Moreno, apresentam suas condolências às famílias do casal, à Diocese do Recife e a todos os que de algum modo se sentem atingidos pelo seu desaparecimento.

http://www.dar.org.br/

http://www.genizahvirtual.com/2012/02/bispo-d-robison-cavalcanti-e-esposa.html#comment-form

Ao Deus eterno e todo-poderoso entregamos o corpo dos nossos irmãos +Robinson e Miriam; terra à terra, cinza à cinza, pó ao pó; na certa e inabalável esperança da ressurreição para a vida eterna. O Senhor os abençoe e os guarde; o Senhor faça resplandecer sua face sobre eles e tenha misericórdia deles; o Senhor sobre eles levante o seu rosto e lhes dê a paz. Que a alma de +Robinson e Miriam, e as almas de todos os que morreram em Cristo, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
[LOC da IEAL, pág. 235]

O que você precisa entender sobre o aborto

180, o filme

Há três coisas que devem ser vistas neste filme:

(1) O que Hitler fez na 2a. Guerra Mundial

(2) O que é o aborto

(3) Pelo menos, a terceira é uma boa notícia

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=7y2KsU_dhwI#!

Leia também uma reflexão sobre a adoção, de autoria de uma psicóloga minha amiga: http://wp.me/p6xvX-1g

Se você precisar de orientação espiritual, entre em contato comigo.

+Bispo José Moreno

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Carnaval é Globeleza!

Estou profundamente tocado pelo ar de consternação dos apresentadores e repórteres da Globo em referência à desgraça irreparável que manchou para sempre o carnaval paulistano. Estou tendo dificuldade de conter as lágrimas.

Nada pior poderia ter acontecido à maior cidade brasileira. Nada pior poderia ter acontecido ao povo brasileiro. Afinal, que péssimo exemplo para o Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Manaus, Ouro Preto…

Ainda bem que temos o jornalismo global, atento e eficiente na exposição dos culpados e na cobrança de providências sérias para impedir outras ocorrências tão lamentáveis.

Quando vi o prefeito de São Paulo falando sobre as medidas que a Prefeitura vai tomar para os próximos anos, aí, sim, é que tive dificuldade de conter as lágrimas. É raro ver um executivo tão rápido em agir em prol de uma população tão agravada como os sambistas da minha querida São Paulo, cidade em que nasci e me criei. Fiquei com muita vontade de voltar para a minha terra.

A voz embargada da presidente da escola campeã, então, me causou um tremendo sentimento de solidariedade com ela e seus comandados. Como comemorar o título, diante de tal selvageria? Ninguém merece passar por uma situação tão vexatória. Fica aqui o meu protesto!

O que me consola é que as instituições políticas brasileiras vão muito bem, não há corrupção, a educação é exemplar e a saúde e a segurança alcançam níveis de causar inveja em países adiantados como os EUA, o Japão e a Alemanha, entre outros. “É nóis, mano”.

Sou muito feliz por viver no país dos sonhos. Mas, pensando bem, será que não seria melhor viver no país dos sonhos realizados?

Ah! Sei lá! Ano que vem tem carnaval de novo. Já que vivo de sonho, vou preparar a minha fantasia.

+Bispo José Moreno

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E se Maisa morrer?

Maisa Silva é uma menina linda e talentosa, que trabalha com Sílvio Santos, no SBT. Ao ter-se declarado “católica”, foi inquirida pelo apresentador se iria para o céu ou para o inferno. Ela hesitou e respondeu: “Isso vai depender das minhas ações futuras. Se eu agir bem, vou pro céu; se eu agir mal, vou pro inferno. “Eu não quero saber no futuro”, insistiu Sílvio, “quero saber agora: se você morrer agora, você vai pro céu ou pro inferno?”. A resposta foi triste: “Não sei”.

Sem entrar no mérito da questão sobre se uma criança tão pequena deveria estar trabalhando e sujeita ao sarcasmo de alguém que só pensa em dinheiro, fiquei com pena da Maisa.

O contexto do diálogo era que ela está fazendo “catequese” para poder participar da “primeira comunhão” e parece que os catequistas estão fazendo seu trabalho muito bem feito (ou mal feito, dependendo do ponto de vista), pois é isso mesmo que os católicos romanos aprendem na sua religião: uma salvação por méritos próprios. “Se eu agir bem, vou pro céu; se eu agir mal, vou pro inferno”.

Maisa deveria ter aprendido, de acordo com as Escrituras Sagradas, que a salvação foi adquirida para nós pelos méritos do Cordeiro de Deus, Jesus, sacrificado na cruz do Calvário em nosso lugar, como nosso vigário (substituto).

Alguém deveria ter lido para ela: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie”. (Efésios 2.8-9). E também: “… Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus” (1 Pedro 3.18).

A minha oração é para que alguém que não esteja contaminado por esse ensino herético de salvação por obras, por méritos próprios, possa orientar essa criança na verdadeira catequese evangélica e ela possa, enfim, conhecer o verdadeiro Salvador, aquele que morreu por ela, e ela possa, assim, ter um encontro pessoal com ele e ser salva por ele.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

+Bispo José Moreno

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A Renovação Carismática

O moderno movimento de renovação carismática começou nos idos de 1960, na Paróquia de São Marcos da Igreja Episcopal (anglicana), em Van Nuys, subúrbio de Los Angeles, Califórnia. Sob o ministério do Rev. Dennis Bennet, o fogo do Espírito Santo começou a incendiar igrejas anglicanas, metodistas, luteranas e presbiterianas, até que, em 1967, ultrapassou as fronteiras evangélicas e chegou à Igreja Romana. (Você pode ler o relato de como a renovação chegou aos católicos romanos no livro Como Um Novo Pentecostes, de Patti Gallagher Mansfield, católica, testemunha ocular dos fatos, Edições Louva-a-Deus).

Antes disso, nos séculos 17 e 18, muitos pietistas alemães já pregavam a contemporaneidade dos dons do Espírito Santo, o que serviu de base para um tremendo avivamento espiritual no século 19.

No limiar do século 20, o modesto instituto bíblico fundado pelo pastor metodista Charles Parham, na cidade de Topeka, capital de Kansas, nos EUA, foi palco de poderosas manifestações do Espírito Santo.

Refletindo sobre a forte experiência carismática vivida pelas comunidades cristãs dos Atos dos Apóstolos, o pastor Parham organizou em 1° de janeiro de 1901, uma vigília de oração. Durante a vigília, uma jovem chamada Agnes Osman pediu a imposição de mãos do pastor, com o objetivo de receber o batismo com o Espírito Santo. Depois de hesitar um pouco, ele concordou e aquela jovem orou em línguas pela primeira vez na história recente dos fenômenos carismáticos. Nos dias seguintes, a mesma experiência se difundiu entre os demais membros do grupo, incluindo o próprio pastor Parham.

Mas foi a partir de 1906, que o agora chamado movimento pentecostal ganhou força, com o grande avivamento ocorrido em uma Igreja da Rua Azuza, na cidade de Los Angeles, nos EUA, sob a liderança do pastor W. J. Seymour.

Nós, da Renovação Carismática Anglicana, cremos no que a Bíblia diz: que o Espírito Santo é como um vento e sopra onde quer. “Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito” (Jo 3.8). Cremos também que o Espírito Santo muda o rumo da nossa vida em direção a uma vida vitoriosa e próspera em tudo, espiritual e materialmente (cf. 3 Jo 2).

O batismo com o Espírito Santo é uma promessa feita a todos os cristãos de todos os tempos (At 2.39). Ninguém deve ficar de fora.  A hora é agora! O Senhor quer nos dar poder também para testemunhar acerca de sua glória e seu poder. Busquemos, pois, essa bênção de Deus. Estejamos receptivos à ação do Espírito Santo em nós.

Quando Cristo nos escolheu, ele já tinha um plano para nós: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens” (Mt 4.19). Você está disposto a ser equipado para cumprir esse propósito de Deus em sua vida? Então permita que o Espírito Santo inunde hoje a sua vida com poder e graça.

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Os anglicanos rezam missa?

Ao ler o prefácio do Breviário do Livro de Oração Comum (LOC) da IEAL (pág. 10), alguns evangélicos se espantam com a informação de que “a celebração eucarística […] também é chamada entre nós de missa…”.

Crentes radicais, que, além de aprenderem a ser “evangélicos”, também aprenderam a ser anticatólicos – portanto, preconceituosos quanto a qualquer coisa que “cheire” ao catolicismo romano, tornam-se até ridículos em suas críticas, críticas essas saturadas de conteúdo cultural e com quase nenhum componente bíblico.

Primeiro, ser católica é uma condição sine qua non da igreja de Cristo. “Católico” significa: “aquilo que é crido e praticado por todas as igrejas em todos os lugares e em todos os tempos”, ou seja, universal, geral. O contrário de católico não é evangélico ou protestante, mas “particular”.

Por exemplo: o batismo é uma doutrina católica, pois todas as igrejas em todos os lugares e em todos os tempos o praticam. Mas a forma de batizar não é católica, é particular, pois uns batizam por imersão, outros por aspersão; uns batizam em tanques ou piscinas, outros somente em água corrente; uns batizam “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, outros, “em nome de Jesus Cristo”; uns batizam recém-nascidos, outros, só maiores.

A santa ceia é uma doutrina católica, pois todas as igrejas em todos os lugares e em todos os tempos a praticam. Mas a forma de celebrar não é católica, é particular, pois uns a celebram com vinho, outros, com suco de uva; uns, com pão asmo, outros, com pão fermentado; uns têm a ceia “aberta”, outros, só para os membros da sua igreja.

Com respeito à missa, muitos crentes entendem que é uma cerimônia católico-romana simplesmente. Sem entrar no mérito do preconceito religioso nem nos aspectos romanistas da missa, para nós “missa” tem a ver com a nossa missão no mundo. Nos tempos primitivos, ao encerrar o culto, o presidente da celebração dizia: “Ite, missa est”, que significa: “Vão, agora é a missão”. Daí, a celebração passar a ser designada de “missa”.

Sim, os anglicanos rezam missa: “Ite, missa est”!

Aquí: en español

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